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Câncer de Pele

O que é o câncer de pele?

É uma lesão formada por células que sofrem uma transformação no genoma, tornando-se atípicas e multiplicando-se desordenadamente.

Quais são os tipos de câncer de pele?

Como a pele é um órgão heterogêneo, esse tipo de câncer pode apresentar diferentes tipos. Os mais freqüentes são: carcinoma basocelular, responsável por 70% dos diagnósticos de câncer de pele, o carcinoma epidermóide (ou carcinoma espinocelular) com 25% dos casos e o melanoma, detectado em 4% dos pacientes.

Felizmente o carcinoma basocelular, o mais freqüente, é também o menos agressivo. Este tipo e o carcinoma epidermóide (ou carcinoma espinocelular) são também chamados de câncer de pele não melanoma, enquanto o melanoma e outros tipos, com origem nos melanócitos, são denominados de câncer de pele melanoma.

Qual a importância de se informar sobre o câncer de pele?

O conhecimento sobre o câncer de pele e como preveni-lo é muito importante, uma vez que é o tipo de câncer mais comum. Milhões de pessoas desenvolvem câncer de pele a cada ano como resultado final de alterações cutâneas que tiveram início, algumas vezes, muitos anos antes.

A sua incidência vem aumentando em todo o mundo nas últimas décadas, principalmente em países de clima tropical como o Brasil (o câncer de pele corresponde a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no país).

A boa notícia é que quando detectado precocemente, este tipo de câncer apresenta altos percentuais de cura.

Qual a causa mais comum do câncer de pele?


O principal fator ambiental que pode levar ao aparecimento do câncer de pele é a exposição solar constante e prolongada, sendo a causa de 90% de todos os cânceres de pele. Além do sol, outros fatores podem causar o câncer de pele como: o químico (arsênico), a radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de Marjolin), fatores genéticos dentre outros.

Quem são as pessoas mais propensas a desenvolver câncer de pele?

Alguns indivíduos são mais suscetíveis ao desenvolvimento de câncer de pele devido a suas características raciais, comportamentais, genéticas, entre outras. O câncer de pele é mais comum em indivíduos com mais de 40 anos sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles que apresentam doenças cutâneas prévias.

Entre os fatores que colaboram com esta suscetibilidade, podemos citar: pele clara; presença de sardas; cabelos loiros, ruivos ou castanhos claros; olhos claros; tendência a queimaduras solares com facilidade e pouco ou nenhum bronzeamento; histórico familiar de câncer de pele; residência em regiões de clima quente e ensolarado; longos períodos de exposição solar diária ou curtos períodos de exposição solar intensa, e grande quantidade de sinais.

Que lesões podem indicar câncer de pele?

De uma maneira geral, as lesões podem ser observadas pelo paciente. No auto-exame, deve-se procurar:

* Aparecimento de manchas que não desaparecem em pelo menos três semanas;
* Pinta ou mancha na pele que sangra, coça e dói;
* Alterações de manchas já existentes, como por exemplo crescimento, elevação ou mudança de cor;
* Aparecimento de nódulos sob a pele que crescem e não desaparecem em poucas semanas.

Deve-se ter em mente o ABCD da transformação de uma pinta em melanoma, como descrito abaixo:

* Assimetria - uma metade diferente da outra;
* Bordas irregulares - contorno mal definido;
* Cor variável - várias cores numa mesma lesão: preta, castanho, branca, avermelhada ou azul;
* Diâmetro - maior que 6 mm.




A - Assimetria – observe que a pinta da esquerda tem simetria e é benigna. Enquanto que as pintas do meio e da direita apresentam assimetria, ou seja, uma metade é diferente da outra metade e, são lesões malignas (melanoma).



B – Bordos irregulares
– observe que a pinta da esquerda apresenta-se mais regular, com bordo mais linear. As pintas da região central e do lado direito apresentam bordos irregulares.



C – cores variadas – Observe que a pinta do lado esquerdo tem cor mais uniforme quando comparamos com as outras duas lesões, e é benigna. As pintas da região central e a do lado direito apresentam múltiplas cores.



D – Diâmetro maior que 6 mm.

Como fazer o auto-exame?


1) Em frente a um espelho, com os braços levantados, examine seu corpo de frente, de costas e os lados direito e esquerdo;
2) Dobre os cotovelos e observe cuidadosamente as mãos, antebraços, braços e axilas;
3) Examine as partes da frente, detrás e dos lados das pernas além da região genital;
4) Sentado, examine atentamente a planta e o peito dos pés, assim como os entre os dedos;
5) Com o auxílio de um espelho de mão e de uma escova ou secador, examine o couro cabeludo, pescoço e orelhas;
6) Finalmente, ainda com auxílio do espelho de mão, examine as costas e as nádegas.

Como é feito o diagnóstico?

O médico é o profissional indicado para analisar cada caso, através de exame clínico-dermatológico.
Utilizamos de rotina a Dermatoscopia em nosso consultório onde uma lente é acoplada sobre a pinta e analisamos a imagem. De acordo com determinados achados podemos classificar a pinta em benigna ou com suspeita de malignidade.

Quando a Dermatoscopia apresenta alguma alteração, devemos solicitar a remoção da lesão suspeita e um exame específico para o diagnóstico, denominado histopatológico (biopsia de pele). Neste material podem ser realizados também exames mais sofisticados, com marcadores teciduais para definição do tipo celular que compõe a lesão, auxiliando no tratamento.

Qual o tratamento a ser instituído?

Na maioria dos casos, a remoção cirúrgica da lesão já constitui o tratamento.

A Terapia Fotodinâmica é um novo tratamento não cirúrgico que pode ser utilizado em determinados casos como carcinoma basocelular superficial e ceratoses actínicas (lesões pré-cancerosas). Saiba mais.

Com menos freqüência, pode haver a necessidade de complementação através de outras terapias, prescritas pelo médico caso a caso.

Como prevenir de câncer de pele?


* Pesquisas indicam que a exposição cumulativa e excessiva durante os primeiros 10 a 20 anos de vida aumenta muito o risco de câncer de pele, mostrando ser a infância uma fase particularmente vulnerável aos efeitos nocivos do sol. Portanto é de extrema importante que cuidados especiais sejam tomados desde a infância mais precoce;

* Deve-se evitar a exposição solar prolongada, principalmente entre 10h e 16h, e usar regularmente o filtro de proteção solar indicado pelo seu médico, renovando a aplicação a cada duas horas, ou após o mergulho;

* Grandes altitudes requerem cuidados extras. A cada 300 metros de altitude, aproximadamente, aumenta em 4% a intensidade da vermelhidão produzida na pele pela luz ultravioleta. A neve, a areia branca e as superfícies pintadas de branco são refletoras dos raios solares. Portanto, nessas condições, os cuidados devem ser redobrados;

* O bronzeamento artificial deve ser evitado;

* Em caso de aparecimento de lesão suspeita, deve-se procurar o dermatologista.

Fontes: Inca - Instituto Nacional do Câncer; American Cancer Society e Informativos Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica.
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